GTs Aprovados

Apresentadores:

– Marko Monteiro (Unicamp)

– Jean Miguel (Unifesp)

– Tiago Ribeiro (UnB) (Debatedor)

Resumo:

Desde o estabelecimento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 1988, os potenciais impactos das mudanças climáticas globais se tornaram um tópico importante nas agendas políticas e científicas internacionais. A emergência do regime internacional de mudanças climáticas suscitou questões importantes tratadas pelos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT). Como as pesquisas científicas em clima transformam noções básicas de natureza e produzem enquadramentos específicos das políticas climáticas? Como o conhecimento climático é comunicado ao público e pode informar a tomada de decisão política? Como ciências exatas e naturais e as ciências sociais interagem e podem interagir em processos de produção de conhecimento e decisão na área de clima? Como povos tradicionais e indígenas e seus conhecimentos têm participado e podem participar do processo de compreensão e tomada de decisão nas questões climáticas? Quais questões geopolíticas entre Norte e Sul global estão presentes no regime político-científico de mudanças climáticas? Como governar e tornar responsável novas tecnologias na área de clima, tais como as geoengenharias?

Este GT tem como objetivo reunir pesquisadores/as interessados(as) nessas e em outras questões que relacionam ciência e política das mudanças climáticas. Buscam-se trabalhos que interrogam de maneira crítica e reflexiva os modos de produção de conhecimentos climáticos e suas interrelações sociais e políticas na América Latina. Temas de interesse do GT (mas não somente) são:

 

. As dinâmicas de produção de conhecimento sobre o clima;

. Mudanças climáticas e diferentes ontologias e epistemologias;

. Controvérsias científicas e políticas sobre as mudanças climáticas;

. Entendimento público das ciências climáticas;

. Participação pública na formulação de políticas climáticas;

. Conhecimentos indígenas, tradicionais e locais e as mudanças climáticas;

. As mudanças climáticas no contexto do Antropoceno;

. Impactos climáticos e a adaptação de populações vulneráveis;

. As mudanças climáticas, Sul global e pós-colonialidade;

Apresentadoras:

– Amilde Martins da Fonseca

– Cintia de Souza Batista Tortato

– Lindamir Salete Casagrande (Debatedora)

Resumo:

A institucionalização do campo da ciência e tecnologia, de forma naturalizada, constituiu-se como um processo de exclusão do feminino. Esse fato legitima o poderio dos homens, constituindo-se um mecanismo de sustentação da dominação masculina. Urge, portanto, alavancar debates na área, na perspectiva de desvelar essas assimetrias, desconstruir as retóricas que as sustentam e prospectar a equidade de gênero. Este GT tem interesse em discutir estudos que articulem C&T e gênero com enfoque em: a) Gênero na produção, uso e apropriação da C&T; b) Gênero e democratização da C&T; c) Estudos feministas na C&T; d) Gênero e Educação científica e tecnológica; e) Divisão sexual do trabalho e carreiras científicas e tecnológicas; f) Participação feminina nas carreiras de C&T; g) Gênero na pesquisas científicas e tecnológicas; h) Representações sociais de C&T e gênero; i) Gênero e apropriação do conhecimento científico e tecnológico; j) intersecção da categoria gênero com outras categorias de análise como classe, etnia, geração em estudos sobre C&T; k) políticas públicas para incentivo da participação feminina em C&T; l) contribuições de estudos e pesquisas nas áreas de Humanidades e de Ciências para ampliar ou restringir a participação feminina em C&T; m) Gênero e mudanças científico-tecnológicas; n) ingresso de mulheres em profissões de C&T; o) mudanças nos padrões de gênero ou nos padrões de C&T; p) análises comparativas (regionais, nacionais e internacionais) sobre participação de homens e mulheres na área de C&T; q) processos de desigualdade/segregação de gênero na área de C&T; r) construção social e histórica da C&T e sua articulação com gênero; s) contribuições femininas para a C&T; t) pioneiras na C&T; dentre outras questões que envolvem a discussão de ciência, tecnologia e gênero.

Apresentadores:

– Adilson Da Silva Mello (UNIFEI)

– Rosinei Batista Ribeiro (UNIFATEA)

– Guilherme Corrêa Meyer (UNISINOS)

Resumo:

Um painel que receberá propostas de discussões que relacionem as produções de artefatos, na contemporaneidade, para além de seus aspectos materiais, processuais e culturais, enfocando os movimentos interdisciplinares e as produções de sentido atribuídas ao design.

O objetivo é proporcionar diálogos e intercâmbios entre diferentes experiências no campo da formatação de artefatos presentes no cotidiano, que estejam sendo constituídos por elementos interdisciplinares, dentro de uma linguagem voltada para o design e que, sobretudo, considere a participação de atores não humanos nas interações que interferem e reconfiguram o processo formativo social, levando em conta as implicações práticas na formação de valores, desejos e projetos socioculturais e econômicos.

Pretende-se uma articulação de reflexões que ultrapassem as visões modernistas e dicotômicas sobre ciência, tecnologia e sociedade. Considerando, inclusive, que tais discussões já são produtos resultantes de redes de interesses, onde as ações são compostas de momentos, mediados e operados por diferentes elos.

Este painel aberto ambiciona, em última instância, co-elaborar argumentações acerca do social constituído em redes de afetações, onde ações e entidades são traduzidos mediante seus próprios movimentos e explicitados por um viés interdisciplinar, deslocando-se as limitadas metodologias dos silos disciplinares e vinculando-se uma abordagem contextualizada de análise da produção de conhecimentos e artefatos.

Apresentadores:

– Christian Luiz da Silva (UTFPR)

– Weimar Freire da Rocha Junior (Unioeste)

– Jamerson Viegas Queiroz (UFRN)

A proposta desde GT é o amadurecimento do debate iniciado no IV TECSOC e consolidado nos V e VI TECSOC, que envolveu diversos pesquisadores de diferentes instituições em torno da discussão entre a interação e relação das políticas públicas e o desenvolvimento local. O tema envolve uma discussão recente, como campo de estudo, mas peculiarmente relevante para o debate na relação e interação entre tecnologia e sociedade, especialmente em um ambiente plural com o regime democrático, que permeia a base institucional brasileira. As políticas públicas experimentam nova interação entre governos e sociedade por meio da integração e interação com novos aparatos tecnológicos, que socializam a informação apesar de não eliminarem as assimetrias de uso da mesma. Caracterizam-se novas redes de poder e interação social que interferem no ciclo político decisório e alimentam novas perspectivas no campo das políticas públicas. A tecnologia modifica a forma de interação da sociedade, mas também é modificada por ela. Essas interações criam um novo patamar de participação democrática, ainda muito mais teorizado que praticado na realidade brasileira, mas configurando um processo em consolidação. Esse processo democrático, permeando a tecnologia e a sociedade em suas diversas interações, retrata um fértil campo de pesquisa para as políticas públicas, especialmente, sob o olhar destas relações em um mesmo espaço. Objetivo geral: Conglomerar a discussão de grupos de pesquisas e pesquisadores sobre políticas públicas e desenvolvimento local com especial compreensão da interação entre tecnologia e sociedade neste processo. Objetivos específicos: Criar e fortalecer uma rede de pesquisadores para amadurecimento da pesquisa no âmbito da tecnologia e sociedade com uma abordagem interdisciplinar; Apresentar novas fronteiras de pesquisa sobre a interação entre política pública e as novas formas de relações sociais a partir da tecnologia; Desenvolver perspectivas de estudos sobre a relação decisória das políticas públicas e o desenvolvimento local sob a ótica dos atores envolvidos interveniente sobre a questão tecnológica.

Apresentadores:

– Lucas de Almeida Pereira (IFSP)

– Marcelo Vianna (IFRS)

– Alberto Jorge Silva de Lima (CEFET-RJ) (DEBATEDORES)

Resumo:

As constantes transformações do campo da Informática tendem relegar ao esquecimento numerosas experiências individuais e coletivas, vistas como “superadas” ou como “curiosidades” de uma época obscurecida pelo irresistível “progresso” tecnológico. Romper com essa visão talvez seja um dos motivadores do crescente número de pesquisadores da História da Ciência e Tecnologia. Esses esforços permitem assumir que a História e Memória da Informática brasileira possuem distintas dimensões que compõe uma rica e complexa trajetória ao longo de quase 60 anos de lutas de seus atores, instituições e tecnologias.
Assim, essas experiências podem ser percebidas através da atuação do Estado e da comunidade técnico-científica na tentativa de construir e manter a Política Nacional de Informática a partir dos anos 1970; ou pela sua “ausência”, quando houve uma redefinição dos rumos da Informática no país a partir dos anos 1990, com a abertura do mercado para empresas estrangeiras, o colapso das indústrias nativas, o advento da Internet e a popularização da Informática. Em meio a essa trajetória, grupos sociais ligados à Informática disputavam e criavam novas possibilidades para informatização da sociedade brasileira a partir de seus saberes, de suas redes e das tecnologias disponíveis e/ou por eles criadas. Responsáveis por uma série de inovações, demonstrariam a capacidade de apropriação e ressignificação para conceber tecnologias adequadas à realidade local, como os esforços do sistema operacional SOX da COBRA Computadores nos anos 1980.

Nosso ST propõe manter às trocas de experiências, ideias e discussões sobre uma História e Memória da Informática do Brasil iniciadas por ocasião do VI Esocite, no Rio de Janeiro em outubro de 2015. Algumas temáticas contempladas que esperamos contemplar no ST:

– História e Política Nacional de Informática;

– Personagens e instituições da Informática brasileira;

– Memória Oral: a História da tecnologia contada por seus agentes;

– História do Software no Brasil;

– Arquivos, museus e projetos de manutenção de memórias referentes à Informática;

– “Pré-História” da Informática: experiências de mecanização no Brasil;

– Experiências alternativas: software livre, cultura hacker.

Apresentadoras:

– Julia S. Guivant (UFSC)

– Paulo de Freitas Castro Fonseca (UFRB)

– Marília Luz David (UFSC)

– Adriano Premebida (UFRGS) – Debatedor

Resumo:

Neste grupo de trabalho propomos reunir pesquisas que analisem tecnologias de definição, avaliação e gestão de riscos. Estas compreendem infraestruturas físicas (e.g. sistemas de monitoramento remoto, análises físico-químicas, simulação computacional), assim como qualquer sistema de conhecimento (e.g. teorias, metodologias, protocolos) que se aplique à avaliação de riscos ambientais, econômicos, tecnológicos e sociais. Frente a casos recentes como a operação Carne Fraca, as denúncias de adulteração do leite, o uso indiscriminado de agrotóxicos, o desastre de Mariana e as mudanças climáticas, as tecnologias de avaliação de risco têm ganhado cada vez mais proeminência, na medida em que informam e legitimam as decisões de organizações públicas e privadas. A articulação entre os estudos sociais da ciência e tecnologia e a temática dos riscos contemporâneos tem contribuído para diminuir a opacidade das definições destes últimos. Em particular este cruzamento de análises e perspectivas tem permitido entender como se define o que é “seguro”, a partir de questões como: que valores e visões de mundo são mobilizados, como as competências envolvidas são construídas e hierarquizadas nos diversos sistemas de peritos, como funcionam as relações de confiança entre os públicos envolvidos, como são atribuídas responsabilidades e critérios de accountability, que relações de poder são negociadas e estabelecidas por meio das classificações de risco e estratégias de enfrentamento. Estes temas são foco do trabalho deste GT, que se estende tanto a estudos empíricos sobre tecnologias de avaliação de riscos quanto a contribuições que discutam perspectivas teóricas sobre o assunto.

Apresentadoras:

– Jalcione Almeida (UFRGS)

– Camila Dellagnese Prates (UFPEL)

– Lorena Cândido Fleury (UFRGS) – Debatedora

Resumo:

Este grupo de trabalho propõe discutir enfoques e resultados de pesquisas, em andamento ou concluídas, que tratem de disputas em torno de grandes projetos de desenvolvimento, sejam na geração de energia, exploração extrativa (minerária ou outra), assentamentos populacionais, de projetos agropecuários ou urbanísticos, de infraestrutura ou entretenimento, entre outros, no Brasil e na América Latina. Mais precisamente, disputas que se situam em torno de escolhas sociotécnicas que implicam controvérsias ou conflitos ambientais.

A primeira vista, estas disputas aparecem como conflitos por “recursos naturais”, que podem ser “resolvidos” com “compensações”, “mitigação de impactos” ou, por outro lado, acusando-se os atores contestatários de inviabilizar o diálogo e de promover o bloqueio do “desenvolvimento” nas regiões onde são implantados os projetos.

Do ponto de vista teórico-epistemológico, esta proposta de GT busca incentivar questionamentos (i) sobre as limitações geradas pela “purificação” de qualidades ditas inerentes aos seres humanos e das pertencentes ao meio natural; e (ii) sobre os efeitos gerados pela distinção entre a(s) sociedade(s) e a(s) natureza(s) em diferentes situações-problema no Brasil e na América Latina. Nesta dimensão, os trabalhos deverão permitir a reflexão acerca do que resta da fronteira moderna entre o construído e o real, o objetivo e o subjetivo, a natureza e a sociedade.

Do ponto de vista temático-empírico, no escopo do ambiente, da tecnociência e dos projetos de desenvolvimento, o GT está aberto a proposições em temas como: conflitos e desastres ambientais; mediação sociotécnica; movimentos de luta por direitos/resistência; tecnociência na gestão ambiental visando mitigações de impactos; consequências ambientais resultantes de projetos de desenvolvimento; produção de conhecimento e sistemas peritos; riscos; legislação/licenciamento ambiental, entre outros que se adequem ao escopo proposto.

Por fim, destaca-se que o ambiente é aqui entendido como uma categoria-chave na leitura desses fenômenos, porquanto guarda latente a não divisão – a priori – do mundo entre sociedade e natureza. Este e outros conceitos adjacentes são compreendidos dentro de abordagens sociológicas e/ou antropológicas (com as implicações teórico-metodológicas devidas) de forma situacional, ou seja, por meio da conjuntura de sua emergência empírica, privilegiando a análise das particularidades sociais (políticas, culturais, econômicas), históricas e naturais de cada caso.

Apresentadoras:

– Márcia Regina Barros da Silva (USP)

-Yuri Carvajal (Universidade do Chile)

Resumo:

O objetivo deste Simpósio é proporcionar espaço de discussão para a temática dos estudos de medicina na América Latina tendo em vista três esferas centrais: a introdução de dispositivos tecnológicos na área médica, a ampliação de inovações terapêuticas no atendimento e a condição desterritorializada das tecnologias em nosso continente.

Algumas perguntas servem de estímulo e direcionamento para as discussões que se pretende atingir neste simpósio: que coletivos e quais associações emergem das novas relações entre ciência, tecnologia e sociedade a partir da medicina? Quais seriam as repercussões das inovações terapêuticas e tecnológicas no modo de viver o corpo humano? Haveria novas classificações para o corpo doente frente às novas tecnologias? Há impacto previsto ou imprevistos desencadeados pelas tecnologias médicas nas relações não formais de cuidados com o corpo? Há nos projetos modernos relacionados à medicina, lugar especial para o corpo latino americano? E por fim, há na medicina latino-americana características locais que a diferenciam da medicina europeia praticada na Europa ou na América do Norte?

Essas e outras perguntas caminham em paralelo com a tentativa de reelaboração das bases conceituais dos estudos sobre medicina, sentido que esta subjacente as proposta em debate, incluídos no questionamento maior sobre o lugar dos conhecimentos locais, e em especial daqueles produzidos e vivenciado nos países latino americanos, eixo principal da nossa discussão. Como condição final a intenção é que além dos debates possamos encaminhar neste Simpósio a construção de uma rede latino-americana de estudos sobre a medicina em suas interfaces com os estudos de ciência, tecnologia e sociedade.

Apresentadoras:

– Maíra Baumgarten Corrêa (UFRGS)

– Fernanda Antônia da Fonseca Sobral (UNB)

– Maria Lucia Maciel (UFRJ) (Debatedora)

Resumo:

Ciência e tecnologia são hoje condição necessária (ainda que não suficiente) para a sustentabilidade social e econômica das nações. Dessa forma, assumem grande importância os estudos que possibilitem ampliar o conhecimento sobre as atividades de produção e disseminação de ciência e tecnologia por grupos de pesquisa em âmbito internacional, nacional e local, bem como sobre políticas regionais, nacionais e internacionais de C&T. Esse debate é central para países como o Brasil, posto que os resultados da produção científica e tecnológica vêm sendo apresentados como instrumentos essenciais para o desenvolvimento econômico e social e para a consolidação da sociedade democrática, como também, para melhorar as condições de inserção dos países periféricos no cenário internacional de economia mundializada. Com base nessas considerações propomos o GT Ciência, tecnologia e inovação social, com o objetivo de trocar experiências e informações sobre as formas de produção, gestão e distribuição de conhecimento científico e tecnológico em diferentes contextos do Brasil e da América Latina e sobre os problemas e soluções que vêm se apresentando acerca da temática nesses países. O GT terá três eixos principais: um eixo teórico, outro que tratará da produção do conhecimento científico e um terceiro sobre as condições de disseminação e de apropriação do conhecimento produzido e suas possibilidades para a inovação social.

Apresentadoras:

– Marilene Zazula Beatriz (UFTPR)

– Manuela Salau Brasil (IESol/UEPG )

– Maria Luisa Carvalho (UTFPR)

– Lino Trevisan (UFTPR)

Resumo:

A Economia Solidária tem se apresentado como um campo de experiências heterogêneas, materializada, dentre outros, em empreendimentos econômicos solidários orientados por princípios, valores e práticas que se distingue pela autogestão, a igualdade, a solidariedade e a cooperação. Está em cena, portanto, outra racionalidade, o que implica em desafios de diversas naturezas, incluindo a questão do desenvolvimento tecnológico na e para a Economia Solidária, o que remete as Tecnologias Sociais, outro termo polissêmico e contraditório, que aqui é entendido como processos e artefatos construídos coletivamente, congregando saberes popular e científico, de baixo custo e complexidade, reaplicáveis, adaptada a pequena escala, libertadora da criatividade, ambientalmente sustentável e voltadas para solução de problemas sociais. O dialogo teórico e metodológico entre Economia Solidária e Tecnologia Social ainda é incipiente. Nesse sentido, neste GT nos concentraremos na relação entre a economia solidária e a tecnologia social a partir de seus desafios, limites, benefícios e potencialidades. Com isso, convidamos a reflexões que considerem aspectos, tais como: inovações nos processos de produção e gestão de empreendimentos econômicos solidários (EES); ações orientadas para a pesquisa e aplicação de tecnologias sociais em empreendimentos econômicos solidários incubados; discussões de resultados empíricos; avanços teóricos; o desenvolvimento da tecnologia social adequada ao contexto sócio técnico local e regional das experiências de empreendimentos econômicos solidários; as políticas públicas e o marco legal, entre outros.

Apresentadores:

– Anor Sganzerla (Mestrado em Bioética – PUCPR)

– Mario Sergio Cunha Alencastro (Mestrado em Educação e Novas Tecnologias – UNINTER)

Resumo:

A proposta deste Grupo Temático é discutir a relação entre ética, ciência e tecnologia a partir das questões suscitadas pelo atual avanço científico e tecnológico, cujas consequências, muitas vezes imprevisíveis, podem danificar irreversivelmente a natureza e o próprio ser humano. É fato conhecido que nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, principalmente a partir do final das décadas de 1970/1980, o risco tecnológico ocorreu frequentemente, tendo se manifestado essencialmente sob a forma de acidentes provocados pela indústria petrolífera ou química, de riscos associados ao funcionamento da indústria nuclear, ao consumo de produtos alimentares contaminados, às ondas eletromagnéticas nas suas diversas formas, às alterações climáticas, etc. Ulrich Beck (2011), em seu livro “Sociedade de risco, em direção a uma nova modernidade”, chama a atenção para o fato de que uma das principais consequências do desenvolvimento científico industrial é a exposição da humanidade a riscos e inúmeras modalidades de contaminação, nunca observadas anteriormente, constituindo-se em ameaças para as pessoas e meio ambiente. O problema é ainda maior porque os riscos gerados hoje não se limitam à população atual, uma vez que as gerações futuras também serão afetadas de forma até mais grave. Trata-se então de uma situação que exige profundas reflexões axiológicas, sendo que o avanço da tecnociência deve ser interpretado também à luz da filosofia moral. Desta forma, o objetivo central das discussões a serem conduzidas no grupo é o estabelecimento de um intenso debate acerca das bases teóricas que contribuam para a reflexão acerca dos limites éticos aplicáveis a esse imenso poderio científico e tecnológico.

Apresentadoras:

– Josie Agatha Parrilha da Silva (UEPG)

– Marcos Cesar Danhoni Neves (UEM)

Resumo:

O GT Estudos interdisciplinares da Imagem tem como objetivo desenvolver discussões e estudos interdisciplinares sobre os processos de produção e interpretação da imagem de forma a ampliar os conhecimentos teórico-práticos em diferentes áreas do conhecimento, especialmente nas relações Arte-Ciência. Justifica-se pela necessidade de, em uma sociedade contemporânea repleta de imagens, nos depararmos com estudos fragmentados nas diferentes áreas de conhecimento e com poucos espaços para debatermos e realizarmos convergências. Essa fragmentação do conhecimento é um problema vivenciado na sociedade e na educação: um conhecimento científico extremamente disciplinar e, portanto, dividido, de tal forma que o professor não tem mais o entendimento do todo e, sim, um conhecimento fragmentário sob o eufemismo de especialidade. O fragmento toma lugar do todo: disciplinariza, uniformiza, segrega. Com isso, ocorre uma dificuldade do professor em responder aos questionamentos do mundo contemporâneo. A partir disso julgamos adequado buscar uma construção do conhecimento em seu todo e sugerimos como um dos caminhos estudos interdisciplinares imagéticos. A proposta de desenvolver discussões interdisciplinares não é uma discussão recente. De forma geral, este tema é abordado desde a década de 1960. No entanto, até hoje estamos procurando caminhos para desenvolver a interdisciplinaridade, isso porque vivenciamos um mundo e um sistema sistema escolar excessivamente disciplinarizado, fragmentário, especializado e pouco conectivo.  Umberto Eco, em 1963, ao participar de um Congresso intitulado “O mundo de amanhã” reportou-se à imagem de um “homem de amanhã”. Para o autor, ao se  pensar esse homem, temos que ter claro que essa imagem não está clara. Inferimos que, mesmo após algumas décadas dessa fala de Eco, ainda não temos um quadro teórico definido sobre o nosso mundo presente. Porém, o autor já apresentava como um dos caminhos para esse homem e mundo de amanhã o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares. (ECO, 2016*) Concordamos com a proposta de Eco e inferimos que estudos interdisciplinares imagéticos podem contribuir para uma abordagem sistêmica e ação social no ensino, bem como, podem agregar valores tanto das Ciências quanto das Artes, numa relação já comprovada no Renascimento e na Revolução Científica. Pesquisadores de diferentes áreas poderão apresentar seus trabalhos desenvolvidos sobre a Imagem que podem contribuir para ampliar nossas discussões sobre esse questionamento.

Apresentadoras:

– Júlio César dos Santos (IFG)

-Marilda Lopes Pinheiro Queluz (UTFPR)

– Renata Luiza da Costa (IFG) (Debatedora)

Resumo:

Na sociedade contemporânea, a presença e os usos de artefatos técnicos se intensificam com as tecnologias digitais em rede mediando as relações socioculturais. Mediações são pensadas aqui como espaços de diálogo, de tensão, de negociação, de lutas e de resistências. Diante dessa realidade, faz-se necessário refletir sobre como se configuram estes processos de mediação, situados em um tempo e um espaço determinados. Parte-se do princípio que  a relação entre ciência, tecnologia e sociedade constitui-se historicamente e não é nem neutra e nem inteiramente autônoma. A complexidade teórica e prática dos estudos sobre tecnologia e mediações exige a criação de espaços acadêmicos para reflexões de caráter teórico, metodológico e epistemológico. A proposição deste Grupo Temático (GT) cria, portanto, um espaço de discussões para que assim possam ser compreendidas e superadas as percepções simplistas do papel e do lugar que o uso da tecnologia ocupa na atualidade. Este GT propõe uma problematização das relações sociais mediadas pelas tecnologias e uma reflexão sobre as implicações geradas para o desenvolvimento das diversas ações sociais possíveis de serem constituídas como prática num determinado contexto, em função de alguma intencionalidade. Entende-se que as mediações, por meio das tecnologias, são culturais, políticas, sociais e econômicas. Permeiam esse entendimento convicções, valores, crenças que vão além da tecnologia enquanto instrumento, pois podem conferir significados que perpassam a interação com o outro, com o social, cultural, político e econômico influenciando as formações humanas. Estão em sintonia com este GT trabalhos que abordem múltiplas perspectivas de questões que relacionem Tecnologia, Educação, Arte, Cultura, Linguagem, colocando em questão o papel social da Tecnologia como mediador de processos sociais complexos.

Apresentadoras:

– Rafael Dias (Unicamp)

– Carolina Bagattolli (UFPR)

– Thales Andrade (UFSCar)

– Carlos Alberto Pimenta (UNIFEI)- (Debatedor)

Resumo:

Pesquisadores da área de políticas públicas vêm se interessando cada vez mais pela discussão de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Até muito recentemente essa perspectiva de pesquisa era dominada basicamente por economistas, sociólogos e administradores. Mais recentemente, entretanto, outras áreas de conhecimento têm buscado também incorporar as análises sobre formulação e implementação de políticas de CT&I em sua agenda. Ao longo de sua trajetória nas últimas décadas, a Política de Ciência, Tecnologia & Inovação (PCT&I) brasileira passou por grandes oscilações, atravessando tanto períodos de grande fomento como de significativos constrangimentos. A despeito dessa trajetória conturbada, alcançou também resultados importantes, como a construção de certas competências científicas e de reconhecidas instituições de pesquisa e a criação de um amplo repertório de instrumentos de fomento às atividades de C,T&I. Desafios importantes permanecem, tais como o fortalecimento de ações orientadas para o apoio ao desenvolvimento de tecnologias para a inclusão social, a internacionalização da ciência brasileira e a consolidação de um núcleo endógeno de geração de tecnologias. Nesse sentido, é de fundamental importância o avanço na construção de conhecimentos sobre esse objeto – a política de ciência, tecnologia e inovação brasileira – de modo a contribuir com novas abordagens, reflexões, elementos teórico-metodológicos e recomendações e normativas para fazedores de política. Tendo como base essa constatação, este GT pretende constituir-se em um espaço de discussão sobre a PCTI brasileira, seus desafios e suas perspectivas. Em particular, o GT define como seu objeto específico de análise os seguintes temas: análise política dos processos de conformação e implementação de políticas de ciência e inovação; avaliação da implementação da lei da inovação e seus impactos sobre a institucionalidade das universidades e centros de pesquisa; análise de stakeholders e de modelos de negociação que enquadram a produção nacional e internacional de políticas de ciência e inovação, e estratégias de política de CT&I orientadas à inclusão social.

Apresentadoras:

– Adriano Premebida (UFRGS)

– Daniela Alves (UFV)

– Léo Peixoto (UFPel)

– Paulo Fonseca (UFSC)- Debatedor

Resumo:

O objetivo deste grupo temático é fomentar discussões e arregimentar trabalhos, teóricos e/ou empíricos, que versem sobre as relações entre o técnico e o social na construção e difusão de artefatos e conhecimentos baseados em ciência e tecnologia. A convergência tecnológica, a integração de grandes programas de pesquisa e políticas institucionais criam importantes linhas de pesquisa direcionadas às configurações sociais específicas em ambientes de produção tecnológica e científica. Da mesma forma, os efeitos da difusão destes conhecimentos e produtos na vida contemporânea e na rearticulação de experiências sociais, são temas desta proposta. A densidade tecnológica na cultura material contemporânea estimula uma série de controvérsias que envolvem cientistas, engenheiros, políticos, gestores e cidadãos, principalmente com relação às bases de credibilidade e autoridade da expertise frente a decisões em um ambiente público e democrático de múltiplos interesses. Esta dinâmica provavelmente já está erigindo novas formas de interações entre especialistas, cidadãos e instituições (dentro e fora do aparato estatal). Os estudos sociais das ciências e das tecnologias já estruturam novas abordagens teóricas sobre a construção da expertise técnica e científica em um ambiente contemporâneo de mudanças de padrões de transações de autoridade, com especial atenção às formas de incorporação de conhecimento tácito e abordagens formais e informais de tomada de decisão em projetos complexos. É claro que o contexto de produção do conhecimento científico é variável, o que torna de grande interesse na chamada deste GT os estudos empíricos que combinem refinadas análises das tecnologias convergentes com quadros comparativos de mudança cultural na produção do conhecimento, suas diferenças regionais, estilos cognitivos, racionalidades ou práticas de pesquisa que se manifestam nestas áreas de ponta. Com este grupo pretendemos examinar três grandes linhas temáticas:

 

  1. a) a construção contemporânea da expertise e da prática científica;
  2. b) as controvérsias e deliberações sobre empreendimentos tecnocientíficos;
  3. c) os riscos que as novas tecnologias apontam e seus os impactos potenciais;
  4. d) culturas de pesquisa em ciência: culturas epistêmicas, práticas de laboratório e formas de organização da ciência;
  5. e) deliberação democrática e modelos de decisão na elaboração e implementação de novos empreendimentos sociotécnicos;

f) modelos e resultados de financiamento em áreas estratégicas de conhecimento no Brasil e/ou outros países.

Apresentadores:

– Gabriel da Costa Ávila (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)

– Carlos Alvarez Maia (UERJ)

Resumo:

Este Grupo Temático discute a historiografia da ciência. Entende por historiografia da ciência as diversas abordagens históricas das ciências realizadas em diferentes perspectivas (histórica, filosófica, sociológica, antropológica, etc.). O principal objetivo é analisar os diferentes aspectos teóricos e metodológicos dessas múltiplas abordagens da historiografia da ciência que se constituíram, sobretudo, a partir da segunda metade do século XX até o presente momento.

A análise da historiografia da ciência nos permite não apenas uma compreensão histórica da ciência, mas do modo como sua história foi elaborada. Com efeito, se os diferentes aspectos teóricos e metodológicos dessa historiografia interferem no modo de compreensão do processo histórico da ciência, torna-se vital analisar os diferentes matizes da historiografia da ciência. Certamente, uma historiografia da ciência que foi feita por historiadores positivistas é diferente, por exemplo, daquela que é foi feita por um historiador sócio-construtivista. Em cada uma dessas abordagens, o papel exercido pela natureza é diferente. Aquilo que seja a natureza depende das perspectivas adotadas. O olhar positivista define um modelo de natureza incompatível com o que decorrente da apreensão construtivista. O mesmo ocorre com o papel do cientista em cada uma dessas perspectivas. Para o positivista, o cientista é um observador neutro, já para o construtivista o cientista é um agente ativo na produção do saber. Se uma revolução política constitui-se de um determinado modo, mas, em princípio, poderia ter se constituído de outro, cabe nos perguntar: em que medida as interpretações históricas da ciência poderiam ser diferentes tendo em vista o papel da natureza nesse processo? Qual historiografia melhor espelha o objeto ciência?

Apresentadoras:

– Letícia Cesarino (UFSC)

– Ivan Marques (UFRJ)

– Fabrício Neves (UNB)

Resumo:

Este Grupo Temático visa agregar trabalhos que tratem de construções de conhecimento num sentido empírico, teórico e/ou epistemológico a partir de visões e práticas “periféricas” e/ou subalternas. Recentemente têm emergido alguns movimentos nos estudos sociais da ciência e da tecnologia que direcionam seus olhares para as supostas periferias da ciência e da tecnologia, não com ênfase em seu suposto atraso ou descompasso em relação ao “centro”, mas em seu conteúdo original e específico. Propomos neste ST discutir tais questões com ênfase nos temas seguintes:

1)  engajamentos com preocupações da teoria crítica, feminista e pós-colonial, como aquelas avançadas recentemente no campo dos estudos pós-coloniais da ciência e tecnologia (ou postcolonial STS);

2)  raízes não-ocidentais da ciência e tecnologia modernas, através de trocas entre a Europa e civilizações não-ocidentais como o Islã, bem como com seus sujeitos coloniais na América Latina, África e alhures;

3)  relações estreitas entre o desenvolvimento da tecnociência ocidental e a expansão colonial/imperial europeia e estadunidense; desenvolvimento das ciências nacionais concomitantemente à expansão dos colonialismos internos no Brasil e alhures;

4) ciências e técnicas não-modernas e/ou suas relações com o conhecimento científico, onde emergem conflitos entre a autoridade especializada do conhecimento ou fato científico e a autoridade de um conhecimento não-especializado popular que os cientistas desclassificam como “mera crença”;

5) ciência e tecnologia produzidas em contextos supostamente periféricos, na América Latina e em outras partes do sul global; as colonialidades que levam os cientistas do Sul a, mesmo sem emigrar de seus países, orientarem-se pelas frentes hegemônicas de pesquisas do Norte; relações sul-sul na pesquisa científica internacional;

6) provincialização das teorias e epistemologias dos Estudos CTS hegemônicos; releituras de teorias e autores canônicos a partir de experiências periféricas,

7) hierarquias epistêmicas, expressas em termos cognitivos e epistemológicos, mas também em termos de raça, gênero e nacionalidade.

Apresentadoras:

– Rosana Horio Monteiro (UFG)

– Marcos Castro Carvalho (UFPB)

– Rogério Lopes Azize (UERJ)

Resumo:

Determinados aparelhos ou instrumentos usados nos laboratórios científicos, no diagnóstico médico, na engenharia de projetos, na simulação de processos industriais ou no sensoriamento remoto do espaço produzem imagens que podem, eventualmente, apresentar interesse no plano estético. As imagens científicas fazem parte do imaginário do homem contemporâneo. Que funções as representações visuais desempenham no cruzamento entre a prática científica e a sociedade em geral? Essa é a pergunta que orienta esse GT. Ao reunir pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento que tenham a imagem científica como objeto de interesse, pretendemos explorar os vários papéis que as imagens desempenham na medida em que elas atravessam as fronteiras entre o contexto profissional da prática científica e o público em geral. De ferramentas de geração e transmissão de conhecimento a objetos de admiração e consumo, como as tecnologias visuais se transformam? Como as convenções visuais legitimadas pela ciência funcionam como instrumentos de comunicação e educação em contextos mais amplos, tais como o artístico e o midiático? Como os usos e funções das imagens se modificam quando estas circulam através de diferentes audiências e contextos? Como imagens e modelos não científicos podem transformar as práticas da ciência? Ao propor tais perguntas pretendemos explorar as complexas relações entre imagens, seus produtores e consumidores, bem como aprofundar a discussão sobre as fronteiras entre as ciências e seus públicos.

Apresentadoras:

– Iara Costa Leite (UFSC)

– Nicole Aguilar Gayard (UFU)

– Janina Onuki (USP) – Debatedora

Resumo:

O campo de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) tem ganhado espaço crescente nas ciências sociais e, em diversas análises, reconhecido o aspecto internacional das trocas e relações envolvendo esses três elementos centrais. Novas e velhas abordagens, como o Pós-colonialismo ou a Nova Sociologia Política da Ciência apontam para dinâmicas entre ciência e sociedade que ultrapassam fronteiras e instituições nacionais, levantando a necessidade de consideração de atores e processos transnacionais em análises dos caminhos da ciência e tecnologia, seja no passado colonial, seja no presente pós-colonial e pautado pela globalização, seja no futuro, relacionado à consideração de novas formas de governança da ciência e da tecnologia. Paralelamente, no campo das Relações Internacionais, ciência e tecnologia vêm sendo reconhecidas como elementos fundamentais na interface com temas centrais da área, como segurança e desenvolvimento, cooperação internacional e competição, com novas abordagens e temas sendo crescentemente explorados em estudos da área – tais como diplomacia científica e sistemas nacionais de inovação. A despeito do reconhecimento da temática da ciência e tecnologia e de seu alcance internacional, o diálogo entre perspectivas de cada área é incipiente. Este grupo de trabalho tem como objetivo explorar possíveis abordagens que reconheçam o aspecto social da ciência tanto quanto a importância de sua consideração em dinâmicas internacionais contemporâneas, a partir da reunião de jovens pesquisadores da área de Relações Internacionais que vêm se dedicando ao estudo da CTS, e vice-versa – pesquisadores de áreas de CTS dedicados a temas de Relações Internacionais, com o objetivo de reunir evidências empíricas sobre casos específicos e discutir marcos teóricos e metodológicos que permitam aprofundar a análise das interfaces entre os campos.

Apresentadores:

– Eloy Fassi Casagrande Jr. (UTFPR)

– Silvestre Labiak Junior (UTFPR)

– Maclovia Correa da Silva (UTFPR)

– Luiz Marcio Spinosa (PUCPR)

Resumo:

Para explicar os ciclos de negócios, o economista austríaco Joseph Schumpeter, em 1939, dizia que o capitalismo funciona em ciclos, e cada nova revolução (industrial ou tecnológica) destrói a anterior e toma seu mercado. No entanto, vemos neste século uma velocidade maior do que os anteriores, onde a sociedade atravessa mudanças fundamentais, de forma acelerada, nos mais distintos segmentos. Trata-se de inúmeras transformações tecnológicas, sociais, culturais, cientificas e político institucionais. No final do Século XX, surgem as chamadas “tecnologias e inovações disruptivas”, termos que apareceram em meados dos anos 90. Trata-se de produtos ou serviços que criam novo mercados e desestabilizam os concorrentes que antes o dominavam, numa velocidade surpreendente, quebrando paradigmas e monopólios há muito tempo estabelecidos. É geralmente algo mais simples, mais barato do que o que já existe, ou algo capaz de atender um público que antes não tinha acesso a este mercado.  Neste novo cenário, também podemos citar a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, é um termo que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem. Estas novas tecnologias não somente afetam a economia, mas também as relações de trabalho e a relação entre usuários e fornecedores de serviços. Nestes casos é comum o uso de mão-de-obra temporária, terceirizada, freelancers, tecnologias portáteis (Impressoras 3D), trabalhos em espaços coletivos (coworking), novos modelos de financiamentos (crowfunding), de transporte (UBER e carros compartilhados), hospedagem alternativas (Airbnb e CouchSurfing), entretenimento (Netflix, Youtube, iTunnes), na comunicação (WhatsApp), uso de aplicativos em celulares, entre outras.

Apresentadoras:

– Suzani Cassiani (UFSC)

– Tatiana Galieta (UERJ)

– Edson Jacinski (UFTPR)

– Irlan von Linsingen – Debatedor

Resumo:

Os Estudos CTS e a Educação CTS são campos de conhecimento distintos, mas que têm se articulado buscando a desnaturalização dos significados que as ciências e tecnologias tradicionalmente assumem nos espaços formativos. Este Grupo Temático propõe aprofundar aspectos das contribuições que os estudos CTS oferecem à Educação CTS em todos os níveis de ensino e modalidades de formação em ciência e tecnologia. Mais especificamente, busca reunir pesquisas que discutem as articulações da educação científica e tecnológica com a sociologia, filosofia, história e antropologia das ciências e das tecnologias, de modo a contemplar novas epistemologias e metodologias de ensino que contribuam para reflexões em torno das implicações sociocientíficas e sociotécnicas, democratização das ciências e tecnologias, bem como outros aspectos silenciados e/ou ausentes que podem contribuir com os Estudos CTS.

Objetivos:

– Debater os estudos sobre a Educação científica e tecnológica (ECT) que contemplem abordagens articuladas com os Estudos CTS, as Epistemologias do Sul e os Estudos de Colonialidade.

– Discutir os papéis dos atores da educação científica e tecnológica (docentes, discentes, comunidade, Estado) em propostas e relatos de experiências e pesquisas empíricas que tenham interface com os Estudos e a Educação CTS.

– Discutir as tendências educacionais relacionadas aos distintos olhares sobre CTS e sobre a educação científica e tecnológica, incluindo questões ambientais, de saúde e de gênero;

– Debater trabalhos de investigação em educação científica e tecnológica com perspectiva CTS no âmbito da educação formal, não formal e informal

Apresentadoras:

– Maclovia Corrêa da Silva (PPGTE-UTFPR)

– Silvania Sousa do Nascimento (FAE-UFMG)

– Eloy Fassi Casagrande Junior (PPGTE-UTFPR) – Debatedor

– Alessandra Aparecida Pereira Chaves (SEED-PPGTE) – Debatedora

Resumo:

A educação para a sustentabilidade é um processo de produção de saberes e conhecimentos com abrangência e diversidade. Engloba práticas de formação e conscientização para a sustentabilidade, com novos enfoques, posturas e questionamentos sobre dimensões e desafios, norteando acordos e legislações globais e locais.  As práticas disciplinares e interdisciplinares para a inclusão de valores e costumes em situações culturais, ambientais e tecnológicas faz parte da compreensão dos papéis da educação na sociedade e da complexidade ambiental as quais exigem posturas proativas individuais e coletivas que podem articular a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade. O objetivo do grupo de trabalho nomeado “Educação para a Sustentabilidade nas dimensões ambientais, culturais  e tecnológicas” é discutir as dinâmicas dos processos ensino e aprendizagem, as instituições sociais e as técnicas e metodologias de ação, com implicações para a constituição e sistematização de saberes e conhecimentos em situações culturais, tecnológicas e ambientais. A educação para a sustentabilidade também envolve pesquisas sobre a proteção, restauração e conservação do patrimônio natural e cultural e os museus, articulados aos aspectos ecológicos, econômicos, sociais a ética, a responsabilidade, o diálogo e a consciência crítica embasadas nas necessidades de diferentes coletividades sociais e no direito à diferença. As reflexões visam expandir os conceitos com as diferentes formas de diálogos com os saberes e conhecimentos e as problematizações oportunizadas. Trata-se de observar os processos e trabalhar para o aprofundamento de conceitos e representações simbólicas para significar e apropriar outros sentidos e perspectivas na educação para a sustentabilidade. Os questionamentos sobre os horizontes de legitimação de modelos e políticas podem desmistificar recortes culturais, ambientais e tecnológicos, feito por instituições, os quais não abrangem a complexidade dos problemas da coletividade. Os sujeitos sociais estão em constante movimento e não há espaço para o acabado. No “incabamento”  e na “deslegitimação” estariam a riqueza dos conceitos, dos diálogos, dos sentidos e dos valores atribuídos aos objetos de estudo por diferentes autores.

Apresentadoras:

– Daniela Manica (UFRJ)

– Débora Allebrandt (UFAL)

– Soraya Fleischer (UnB) – Debatedora

– Pedro Nascimento (UFPB) – Debatedor

Resumo:

Dando continuidade a uma discussão Mlançada na 30a Reunião Brasileira de Antropologia, esse GT visa explorar as fronteiras entre o “humano” e “não-humano”, fitando a coleta/arquivamento/uso de substratos materiais que, em algum momento de sua trajetória, podem ser significados como “vestígios humanos”. Podem ser eles: embriões armazenados em tanques de nitrogênio; sangue ou DNA armazenados em biobancos; vestígios corporais guardados em freezers de institutos de perícia; ossadas encontradas em escavações; fluidos corporais, órgãos ou tecidos ligados à reprodução e engajados em pesquisas científicas e/ou procedimentos biomédicos.

Em que sentido a caracterização desses substratos como “humanos” permite ou autoriza determinados agenciamentos em detrimento de outros? Ou seja, quais são as concepções que constituem esses substratos ora como materiais passíveis de serem utilizados em pesquisas científicas, ora como “excedentes” ou como “lixo”, cujo descarte implica uma série de dilemas (bio)éticos. Cabe explorar a relação entre a classificação desses substratos como “rastros” ou “vestígios” do “humano”. Assim como pensar os fluxos previsíveis e esperados desses substratos (embriões convertidos em fetos que serão gestados, corpos mortos que passariam por rituais funerários apropriados, partes extraídas dos corpos ou excrementos que seriam devidamente descartados).

Quais as repercussões da classificação em termos do trato científico, legal, familiar ou religioso dos objetos? Quem participa das decisões sobre o “descarte” do material e, nesse processo, existem ritos específicos que sublinham seu caráter distintivo em virtude de sua “humanidade”? Cabe explorar a relação entre a classificação desses substratos como “rastros” ou “vestígios” do “humano” e outras tensões que surgem quando esses materiais escapam os fluxos e destinos prescritos. São bem-vindas as contribuições que se dedicarem à problematização da construção das categorias “vestígios”, “restos”, “substratos” “substâncias” e “lixo”, colocadas (ou não) em relação com uma atribuição de humanidade. Acreditamos que essas discussões podem fornecer inspirações originais, em particular, acerca da complexidade dos debates éticos que circundam esse tipo de material em práticas de ciência e medicina contemporâneas.

Apresentadores:

– Carlos Emanuel Sautchuck (DAN-UnB)

– Luís Guilherme Resende de Assis (IFG)

– Hênyo Trindade Barreto Filho (DAN-UnB) – Debatedor

– Alessandro Roberto de Oliveira (UFG) – Debatedor

Resumo:

Este GT propõe-se a discutir estudos baseados em pesquisas empíricas, que abordem sob uma perspectiva da técnica e da ciência situações diversas de relação dos humanos com o ambiente no cerrado (nos planos vegetal, animal e físico). São bem-vindos trabalhos que tematizem populações tradicionais e/ou empreendimentos de desenvolvimento (agrícolas, de criação animal, de infraestrutura), em situações urbanas ou rurais. Em especial, mas não exclusivamente, busca-se revelar situações de conflito e mudanças.

Dentre outras abordagens benvindas, estão aquelas que fazem uso da etnografia, visando compreender mecanismos de ajustes, modificação e inovação sobre padrões de uso e habitação do cerrado. Encontramos, nesse campo, respostas e “customizações” cerratenses a padrões científicos, administrativos e políticos transacionados nas diferentes fases de implementação de ações de desenvolvimento.

Convidamos trabalhos capazes de dimensionar impactos e acomodações entre agentes de escalas locais, nacionais e internacionais, a partir de processos técnicos. Sejam aqueles insertos em políticas públicas e obrigações jurídicas, como o licenciamento ambiental de empreendimentos e as iniciativas conservacionistas, ou em projetos da sociedade civil. Agentes posicionados assimetricamente nas definições de uso de recursos (como a água e a terra), ocupação e habitação do cerrado interagem em diferentes arenas, no mais das vezes conflituosas. Interessamo-nos por como tais agentes lidam com a exclusão, quando estas passam a compor problemáticas cotidianas da ocupação e habitação cerratense. Arranjos produtivos locais e supra-locais face às imposições do mercado e da expansão do capitalismo agropastoril são de grande interesse.

Ao chamar por sociotécnicas cerratenses o GT busca, por um lado, mobilizar a inspiração de estudos que buscaram articular de forma abrangente abordagens de ciências humanas e naturais numa perspectiva dinâmica sobre a ocupação do bioma Cerrado, seus habitantes e seus desafios contemporâneos. Por outro, trata de conectar esta tradição/inspiração com o potencial das abordagens em ciências sociais dedicadas aos estudos sobre técnica, ciência e sociedade, viabilizando um diálogo de caráter regional, capaz de delinear especificidades e particularidades cerratenses.

Apresentadores:

– Wilson José Alves Pedro (UFSCAR)

– Sidney Reinaldo da Silva (PPGCTS-IFPR)

Resumo:

O campo Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) vêm se reafirmando e expandindo devido a própria especificidade do seu enfoque e da exigência de uma maior compreensão da complexidade no nexo dos seus constituintes. Trata-se de uma abordagem epistemológica que leva em conta o modo como o conhecimento científico se dá numa trama que envolve a tecnologia e a sociedade. O Juízo científico e as decisões tecnológicas são correlatos de valores e interesses, de modos de percepção da realidade que exigem um trabalho crítico para que seus sujeitos possam de fato contribuir para o desenvolvimento social justo e sustentável. A interdisciplinaridade constitui uma forma de enredar diferentes perspectivas para a investigação científica, a produção de tecnologia e a intervenção social. A investigação e a prática interdisciplinar exigem abertura para o diálogo, a crítica e a capacidade de estranhamento com o que se faz no sentido de se perceber tanto limitações quanto novas possibilidades. Assim cada pesquisador coopera com os demais sem perder a sua especificidade, disso resulta a proficuidade heurística da pesquisa interdisciplinar. Deste modo este GT propõe a discussão de trabalhos relacionados a temas como: a) Sociedade, Ambiente e Educação, b) Desenvolvimento tecnológico, Ciência e Inovação; c) dimensões sociais da ciência e tecnologia: saúde e envelhecimento.

Apresentadoras:

– Dolores Galindo

– Ana Claudia Monteiro

– Laura Quadros

– Marcia Morae -Debatedora.

Resumo:

Com a proposta deste GT buscamos discutir políticas de pesquisa afinadas com conhecimentos locais, situados e encarnados, referenciados numa articulação entre as epistemologias feministas e os estudos CTS. Esta é aterceira edição deste GT. Sublinhamos que, nas edições anteriores, havia um ponto em comum entre os(as) que se interessaram em inscrever trabalhos no GT e os(as) que assisitiram as apresentações e participaram dos debates: a ideia de um modo peculiar de fazer ciência NO feminino. O que significa afirmar que o conhecer envolve construir laçose vínculos que nos permitam transitar pelo campo, em sintonia com os encontros que ali ocorrem. Assim, nosso interesse é articular o pesquisarCOM e o feminino na ciência, considerando o pesquisar como prática arriscada, marcada por surpresas, experimentações e pela escuta das convocações do campo. Trata-se de um feminino reivindicado a partir de uma política de pesquisa feminista,que traz para o centro saberes e práticas que foram marginalizadas por serem atribuídas a mulheres. Propomos, com Stengers (1989), que fazer ciência no feminino não é para reduzir o conhecimento que produzimos ao fato de sermos mulheres. Não é tampouco para esquecermos deque somos mulheres fazendo ciência. Dizer que fazemos ciência no feminino, a partir de uma perspectiva feminista, tem o sentido de afirmar as marcas que nos constituem, marcas que tatuam nossas peles, se inscrevem em nossos corpos, fabricam nossos olhos, afinam nossos ouvidos. Dessas marcas não nos furtamos: conhecemos a partir e com elas. Afirmamos que estar com os outros em relações de pesquisa é um tornar-se com (Haraway, 2008)num processo de deriva e variação que tem no conhecimento um de seus efeitos. Trata-se, como salienta Despret (2013), de afirmar que a agência – a nossa capacidade de agir – é sempre, inequivocamente, interagência, no sentido de que um agenciamento é uma relação de forças que torna alguns seres capazes de fazer outros seres capazes, de forma plurívoca, de tal modo que o agenciamento resiste a ser quebrado, desmembrado. Conhecer, no feminino, tem o sentido radical de afirmar essa interagência como aquilo que nos move na relação com os outros. Assim, o feminino é afirmado como uma ação de resistir na interagência, nela insistir, porque, como dissemos, é no laço, no vínculo com os outros que o conhecimento se faz possível.

Apresentadoras:

– Rafael Antunes Almeida (Unilab)

– Rosana Castro (UnB)

– Cíntia Liara Engel (PPGAS/UNB) – Debatedora

Resumo:

Até a década de 70 parte dos estudos sociais da ciência esteve tomada pela problemática relativa aos experimentos, produtos e saberes que antagonizavam com a ciência dita oficial ou foram dela expurgados por testes experimentais ou decisões da comunidade científica. A sociologia da ciência de David Bloor jogou a última pá de cal sobre o estudo das formas de conhecimento emergentes, isto é, aquelas que se conservavam nas fronteiras da mainstream science (Cross, 2005), e então parte dos estudos sociais da ciência passou a atender ao imperativo da simetria, seja em sua versão “restrita” ou “generalizada” (Latour, 1994). Os cientistas sociais direcionaram as suas investigações aos laboratórios de pesquisa, às grandes polêmicas, aos experimentos de sucesso e às empreitadas científicas poderosas e o que Bloor chamou de “sociologia dos erros” permaneceu numa zona de penumbra.

Ocorre que produtos, saberes e técnicas derivadas destas ciências emergentes vez ou outra ascendem à cena pública e geram controvérsias relativas à potencialidade dos seus subprodutos ou à capacidade heurística de suas teorias. Casos recorrentes de impertinência diante dos imperativos, de consensibilidade da experimentação e ética científicas, desafiados por meio de testemunhos, desconfianças, sensibilidades somáticas ou mesmo por experimentações ensejadas nas margens da ciência normativa desafiam suas formas de fazer e se pronunciar, aos moldes de uma eticalidade subalterna (Bharadwaj, 2013). Esse é o caso, por exemplo, da Fosfoetanolamina sintética, do Canabidiol, do Laetrille e de outras drogas produzidas em laboratórios científicos, mas alvo de enorme questionamento científico e legal sobre sua eficácia e segurança.

O presente grupo de trabalho acolhe pesquisas que versem sobre a produção de conhecimentos e saberes insurgentes e emergentes que, a partir de condições, relações, processos e políticas locais colocam em jogo o desafio de se fazer ciência fora do mainstream sem, contudo, deixar de se relacionar com ele, seja sob a forma de controvérsia seja como traição (Deleuze e Guatarri, 1987). São bem vindos os trabalhos que, tratando de forma teórica, metodolRógica ou empírica as produções de conhecimento e tecnologia tidas como periféricas, marginais, subalternas, clandestinas ou ilegais dão relevo às tensões constitutivas desse tipo de saber e suas interfaces com a ciência hegemônica.

Apresentadoras:

– Neide Emy Kurokawa e Silva (UFRJ)

– Renata Bellenzani (UFMS)

– Miriam Ventura da Silva (UFRJ)

– César Augusto Paro (UFRJ)

Resumo:

Sendo a tecnologia social um processo de adequação sociotécnica profundamente imbricada nos valores e concepções dos sujeitos envolvidos, interessa perscrutar as possibilidades e os limites de uma efetiva construção compartilhada do conhecimento e de fomento a processos de empoderamento comunitário, na busca de soluções para problemas locais e sociais.

Além disso, partindo-se do pressuposto de que, a cada realização, a tecnologia social será sempre reprojetada, configurando-se como uma reaplicação e não uma mera aplicação de métodos e técnicas, também interessa conhecer tal processo em sua intimidade – os atores, os contextos e sua viabilidade prática de continuidade.

Espera-se reunir pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes e demais interessados, incitando-os a reflexões sobre as potencialidades dos fazeres no campo da saúde a partir de tecnologias sociais, que visem a identificação/participação dos próprios sujeitos – aos quais as tecnologias se destinam – no manejo coletivo e na busca de soluções compartilhadas para os problemas locais. Dentre as variadas tecnologias sociais pretende-se discutir desde as mais disseminadas e/ou consolidadas, como a Terapia Comunitária, as Oficinas Psicossociais, o Teatro do Oprimido e as tecnologias digitais, até aquelas iniciativas mais inovadoras, ainda em fase de experimentação, como é o caso da Metodologias das Cenas no Quadro da Vulnerabilidade e dos Direitos Humanos.

Com base nessas considerações e levando em conta que, embora não nomeadamente, muitas experiências no campo da saúde utilizam de dispositivos passíveis de serem concebidos enquanto tecnologia social, o presente GT tem como objetivo congregar estudos e experiências sobre tecnologias sociais no campo da saúde, com o intuito de discutir, por um lado, o potencial emancipatório das mesmas e, por outro, as possibilidades e limites nos processos de reaplicação dessas tecnologias.

Apresentadores:

– Andrea Dias Victor (CNPq);

– Michelangelo Giotto Santoro Trigueiro (UnB)

– Marconi Edson Esmeraldo Albuquerque (CNPq);

– Ricardo Gonçalves da Silva (CNPq);

– Roberto Muniz Barretto de Carvalho (CNPq)

– Renato Peixoto Dagnino (Unicamp/GAPI)

Resumo:

O orçamento atual para Ciência, Tecnologia e Inovação representa menos da metade do orçamento de 2010, sendo um dos mais baixos da história da C&T, levando-se em consideração que os recursos são tanto para C&T quanto para as Comunicações, já que os Ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações foram fundidos.

A afirmação de que a Ciência e Tecnologia brasileira nunca esteve tão pobre não consegue traduzir a grave crise que ela enfrenta com os sucessivos cortes em seus investimentos. Após mais de uma década de investimentos crescentes, o cenário atual é de penúria. Em 2006, os recursos aplicados no MCTI eram da ordem de R$ 6 bilhões. Estes tiveram seu ápice em 2010, com investimentos de R$ 10 bilhões e retornam a patamares mais baixos em 2016, com R$ 4,6 bilhões. Para o ano de 2017, o orçamento seria o mesmo de 2016, mas o contingenciamento de R$ 500 milhões rebaixa o mesmo para R$ 4,1 bilhões.

O CNPq e a FINEP – através do FNDCT, principais agências de fomento à pesquisa, não escaparam desta redução e viram seus orçamentos diminuídos drasticamente a tal ponto do CNPq ter sido obrigado a cortar ações consagradas de fomento e de formação de pesquisadores. Exemplo disto é a redução que se observa nos editais e chamadas públicas de apoio à busca de solução de problemas socioeconômicos e à inclusão social. Emblemático é o fim da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCTIC, que foi um marco importante nas políticas de inclusão.

O rebatimento da crise atinge igualmente as instituições vinculadas ao MCTIC responsáveis pelo fomento à pesquisa não só nas suas ações, como também, nas suas estruturas. O rebaixamento do CNPq na estrutura do MCTIC sugere que, em alguma medida, podem estar sendo gestadas mudanças nas estruturas das agências, como também nas concepções, normativos e modelos de fomento, que objetivem acompanhar as perspectivas da nova coalização de forças presentes no Estado sobre o apoio à Ciência.

As drásticas consequências dos cortes prometem, também, recrudescer aspectos que preocupam os pesquisadores e aqueles que lidam com a política de fomento à Ciência e Tecnologia, tais como, o grau de concentração de recursos em regiões geográficas, estados, instituições, e em determinadas áreas de pesquisa.

Outras questões, como as relacionadas a gênero, cotas sociais e étnicas com a valorização do acesso à universidade pública, e a articulação entre os diversos níveis do sistema de educação e movimentos sociais,  encontravam-se igualmente  na pauta de discussões. Estas políticas vêm sendo questionadas pelos atuais gestores do fomento à Ciência e Tecnologia,  e devem provocar reações de movimentos sociais e sindicais, tais como os docentes das instituições de ensino superior, os professores da rede pública, assim como as instituições representativas da comunidade cientifica.

Diante desse cenário, torna-se fundamental que os atores envolvidos no processo se disponham a discutir a crise no seu espectro mais amplo. Tão importante quanto o aprofundamento dessa discussão é podermos vislumbrar alternativas para as consequências negativas da crise e seus diversos desdobramentos, oportunidades e questões que estão sendo postos.

Este grupo visa reunir pesquisadores interessados em discutir essas questões, sob uma perspectiva interdisciplinar, buscando gerar subsídios para uma abordagem crítica das relações Estado – Ciência – Tecnologia – Sociedade. Em particular, o GT define como seu objeto específico de reflexões e análises os seguintes tópicos:

  • Crise do Estado na atenção e fomento das políticas científicas e tecnológicas; fim do apoio a áreas estratégicas e a soluções de problemas nacionais?
  • Análise da construção e implementação de políticas científicas e tecnológicas; qual o papel da comunidade acadêmica, científica e dos movimentos sociais?
  • Análises do Marco Legal de C,T&I: processo de construção e desdobramentos; quem e quais setores vão se beneficiar? Como ficam as agências de fomento e as unidades de pesquisa pública nesse novo contexto?
  • Concentração, diversidade e meritocracia no processo decisório da pesquisa; é possível novos arranjos e “modelos”?
  • Tendências do Fomento à Pesquisa e Formação de Recursos Humanos; o que se pode esperar, o que se deve aprofundar, para onde as políticas de C&T devem apontar?

Apresentadoras:

– Tania Elias Magno da Silva (UFS)

– Wilson Engelmann (UNISINOS)

– Juliana Almeida (UNIT)

Resumo:

O objetivo central do presente GT é propiciar o debate acerca dos avanços e conquistas tecnocientíficas obtidas no campo da alimentação nas últimas décadas e suas consequências nas mudanças de nossa cultura alimentar tradicional. O GT abre também a discussão para o estudo desta nova cultura da alimentação, decorrente do crescimento da indústria alimentar e dose alimentos industrializados. Neste rol estão os alimentos transgênicos e os chamados nanofoods, ou seja alimentos que tem em alguma fase de sua produção o emprego de nanotecnologia. Estes alimentos, tantos os resultantes da transgenia como os que dependem da nanotecnologia, são defendidos como capazes de solucionar vários problemas no campo alimentar, entre eles a fome.

A discussão e preocupação em relação aos chamados nanoalimentos se justifica por tratar-se de uma área ainda muito nebulosa, tendo em vista a incerteza que paira sobre a toxidade destes alimentos, e os riscos para a saúde humana e o meio ambiente, visto que inexistem marcos regulatórios que deem segurança ao consumidor. Diante deste quadro algumas perguntas precisam ser respondidas: Transgenicos e nanoalimentos são de fato a solução para os problemas de alimentação e nutrição no mundo? Podem acabar com a fome que grassa no planeta? Estão isentos de riscos para a saúde e o meio ambiente? Qual é o custo social destes empreendimentos? Quem ganha e quem perde? Ou melhor, quem fica com os bônus e que fica com os ônus da empreitada? Há muito o que se discutir, debater e esclarecer sobre as conquistas e consequências decorrentes dos avanços tecnocientíficos no campo da alimentação. É o caso da nanotecnologia e sua aplicação da cadeia alimentar que se inicia com a agricultura e estende-se às industria alimentícias e as embalagens dos productos. Os horizontes que estão presentes na aplicação da nanotecnologia, por exemplo, parecem ser infinitos e é exatamente aí que reside o problema: Há limites para a criação humana? Há limites para a utilização dos recursos naturais pelo Homem? Não caberia à sociedade participar dos debates e decidir qual a tecnología que deve ser utilizada?

O GT está aberto a estudos que discutam os temas abaixo e suas correlações: Alimentação e Saúde; Transgênicos e o futuro da pequena produção de alimentos; Benefícios e riscos dos nanofoods; Segurança alimentar e produção industrial de alimentos; Engenharia genética e produção alimentar: Avanços e desafios; Cidadania, segurança alimentar e os desafios de regulamentação; Alimentação, desenvolvimento tecnocientífico e os dilemas da fome.

Apresentadores:

– Flávio Chedid (UFRJ)

– Ricardo T. Neder (UNB)

– Henrique Novaes (UNESP)

Resumo:

Serão acolhidas contribuições a este GT os trabalhos que tiverem como foco os seguintes tópicos:

a) Estudos CTS e a pós-graduação na universidade como instituição social que exprime de maneira determinada a estrutura e o modo de funcionamento da sociedade ao exprimir divisões e contradições da sociedade diante da produção do conhecimento científico e tecnológico;

b) Estudos CTS e a pós-graduação no contexto dos conflitos/complementações entre a universidade e a sociedade que explica a necessidade de uma universidade pública como
instituição social.
c) A legitimidade dos Estudos CTS em seu formato de pós-graduação que dialoga com a universidade que se fundou na conquista da ideia de autonomia do saber em face da religião
e do Estado, e sobretudo diante do mercado enquanto parte do Capital.

d) A pós-graduação em Estudos CTS e o padrão de pesquisa organizacional como estratégia de intervenção e de controle de meios ou instrumentos para a consecução de um objetivo
delimitado.

e) Programas de Pós CTS tem se dedicado a aprofundar avaliações sobre a diversidade que a política das cotas étnicas e sociais abriram para a Universidade brasileira? Como situa-los
diante das sinalizações acerca das relações entre ciência, tecnologia & inter/multidisciplinaridade (Humanas, Tecnológicas, Sociais e Naturais, Tecnológicas e Exatas)?
f) Em que medida os Programas de Pós CTS estão emulando o desenvolvimento que desejamos (como ESOCITE) para formulação, implementação e avaliação de novos tipos de políticas científicas e tecnológicas coerentes com a necessidade de fomentar uma maior inserção dos Estudos Sociais das Ciências, Tecnologias e Sociedades (ESCTs) nos diversos níveis e modalidades de ensino nas instituições educacionais brasileiras?

g) E por fim, como os programas de Pós CTS tem tido uma política pro-ativa de atração e aberto vagas ad hoc (previamente) para candidatos cientistas e tecnólogos das áreas de Ciências Naturais, Exatas e Tecnológicas?

Apresentadores:

– Arthur Arruda Leal Ferreira (UFRJ)

– Jimena Carrasco (Usach)

– Martinho Silva (IMS/UERJ)

– Jimena Carrasco (Usach) – Debatedor

– Martinho Silva (IMS/UERJ) – Debatedor

Resumo:

Desde meados do século XX, é possível ver um crescente interesse no referente à composição do sujeito e da subjetividade na nossa atualidade, seja no campo da história, nas ciências sociais, na filosofia e em algumas orientações dos saberes psi. Algumas abordagens atuais, notadamente pertinentes ao campo CTS como a Teoria Ator-Rede, reivindicam que o lugar do humano e da subjetividade podem ser vistos de uma forma singular se abordados pela perspectiva da sua associação com entidades de diferentes naturezas, tomando-os como um efeito e não um ponto de partida. Contudo, nos estudos CTS, e mais especificamente nas abordagens condizentes à Teoria-Rede, a produção de extratos objetivos da realidade têm sido mais presentes que o dos modos de subjetivação. Neste aspecto, o objetivo deste GT é abrir um espaço para a divulgação de trabalhos que estudem as Práticas Psi (e campos vizinhos) e seus modos de produção de subjetividades. A eleição deste termo (Práticas Psi) busca gerar uma porosidade nas fronteiras que definem a competência profissional e epistemológica dos conhecimentos psicológicos. A proposta é de considerar simetricamente aos saberes estabelecidos, uma série de práticas fronteiriças reconhecidas e em busca de reconhecimento, assim como áreas próximas. Assim, serão considerados, por exemplo, estudos referentes aos conhecimentos e práticas das neurociências, psiquiatria, saúde coletiva, gestão, educação, políticas públicas, design, reabilitação, autoajuda, coaching, entre outros. Neste sentido a expectativa é de que os trabalhos possam descrever as diversas condições históricas de dispositivos, modos de tradução e disseminação de saberes, as formas em que são formadas as comunidades técnico-científicas, como se relacionam diferentes atores ou até mesmo o modo no qual inscrevem interesses institucionais. Esperamos também, promover reflexões sobre plataformas locais que envolvem a produção de formas molares de conceber o sujeito, modos de subjetividade e suas relações constitutivas.

Apresentadoras:

– Sayonara Leal (UnB);

– Maria Edurda Rocha (UFPE),

– Edson Farias (UnB)

– Elder Patrick Maia Alves (UFAL)

– Marcelo Fornazin (UERJ) – Debatedor

Resumo:

O alcance das ecologias sociotécnicas de informação e comunicação contracena, cada vez mais, com a mutação ou emergência de outros formatos expressivos e gêneros culturais. Deste modo, mas inseridos no escopo de mercados do simbólico e da comunicação, ambos os fatores deixam impressões nos regimes de práticas artísticas,  mas também nos protocolos vigentes de autoria, além das repercussões nas proposições identitárias, lutas sociais e nas autoimagens dos agrupamentos humanos. Diante deste quadro, a proposta deste GT é examinar e discutir o dueto composto pela centralidade obtida pela comunicação e a expressão em uma esfera pública transnacional vinculada à ecologia dos sistemas sociotécnicos de informação e pela mundialização da cultura mercantil. Isto, na medida em que se coloca em relevo, para os exercícios socioantropológicos, os elementos à formulação de problemas teóricos e soluções analíticas acerca da formação do valor cultural e social no instante em que este se constitui insumo agregador de raridade às mercadorias informacionais. Acataremos trabalhos que contemplem políticas regulatórias de plataformas tecnológicas (regimes de autoria); produção de sentidos nas e pelas ecologias sociotécnicas de informação e comunicação; economia de práticas artísticas no seio de sistemas sociotécnicos;  usos sociais (políticos) e repertórios identitários que ganham significado e reverberação em espaços sociotécnicos e processos e “produtos” de interações humano-máquina como constitutivos de tramas sociotecnicas.

Apresentadoras:

– Fernando Severo (UFRJ)

– Suseli de Paula Vissicaro (UNICAMP)

Resumo:

Este Grupo Temático propõe reunir professores, pesquisadores e estudantes interessados em debater as interfaces entre Ciência, Tecnologia e a Educação, configurando-se em um espaço de reflexão interdisciplinar sobre investigações que busquem articulações entre as áreas numa perspectiva de promoção da Educação Científica. No campo da Educação em Ciências, discute-se a relevância das contribuições da Ciência, da Tecnologia e da História das Ciências e da Tecnologia para a Educação Científica, considerando-se que os conhecimentos científicos, tecnológicos, sociais e ambientais, encontram-se intimamente ligados e desta forma, a interdisciplinaridade torna-se fundamental no contexto educacional que privilegia a formação de cidadãos capazes de compreender os avanços tecnológicos e científicos de forma crítica, permitindo não somente a compreensão do fenômeno e seus aspectos conceituais, mas também, possibilitando estabelecer relações da construção do pensamento científico com sua natureza social, política e ambiental. Desta forma, este espaço prevê o compartilhamento, a socialização e a reflexão acerca de experiências que se estruturaram a partir de um ou mais temas observados: A reflexão acerca da Natureza da Ciência; O uso da tecnologia na educação como recurso potencializador da Educação Científica; O desenvolvimento da autonomia e o protagonismo infanto/juvenil a partir do uso da Tecnologia no ensino; A história dos artefatos tecnológicos como disparador para o trabalho com a História das Ciências; A perspectiva sócio-histórica da tecnologia na educação; As perspectivas social e cultural da História das Ciências;

Contribuições da Histórias das Ciências e da Tecnologia nas diversas modalidades e níveis de ensino; O trabalho com jogos nas aulas de Ciências como elemento de reflexão; ouso de diferentes estratégias de ensino como forma de favorecer e potencializar o posicionamento dos alunos; entre outros que apresentarem essa interface com a educação.

Apresentadores:

– Tiago Brandão(Universidade Nova de Lisboa)

– Gilson Leandro Queluz(UTFPR)

– Carolina Bagatolli(UFPR)

– Mário Lopes Amorim(UTFPR)

Resumo:

É comum afirmar-se que, na história das instituições e das políticas – nomeadamente ao nível do Estado e dos aparelhos de governação –, encontramos sempre os homens, o voluntarismo das personalidades e a influência da ação individual. Com efeito, reconhecer o lugar das ideias e dos atores na orientação das políticas, especialmente na tradição iberoamericana, aponta à necessidade de conhecer as individualidades, o respectivo pensamento e a substância não só intelectual mas cultural e socioeconómica das suas decisões.  É, também, apontar para o enraizamento destas ideias e atores em  coletivos de práticas sociais.

Na história e na compreensão das políticas, como das próprias instituições, existe de fato um lugar para a percepção dos contextos socioeconómicos e das idiossincrasias culturais, uma percepção que é central para a explicação dos mecanismos de veiculação das narrativas, mecanismos não só explicativos das identidades / especificidades como do isomorfismo que pervasivamente influencia a própria orientação, evolução e rupturas das políticas e das instituições.

Também pretendemos abrir espaço, neste GT, para debater pensadores e movimentos sociais que.  fora dos parâmetros institucionais, construíram críticas ao pensamento hegemônico , procurando vislumbrar novas perspectivas sobre a ciência e a tecnologia, ao analisá-las: no contexto da divisão internacional do trabalho; em suas relações com práticas imperialistas e coloniais; em seu enviesamento de classe, raça e gênero e  em sua multifacetada interação com a cultura e o cotidiano.

Portanto, o objetivo deste painel é compreender e situar importantes contribuições do pensamento individual e coletivo, em seu contexto histórico de produção do conhecimento, em Ciência, Tecnologia e Sociedade, para qualificar e orientar o debate sobre as relações entre C&T e Desenvolvimento, em diferentes regiões e realidades socioeconómicas da íbero-américa. Inclusive na orientação ou na oposição, de políticas públicas, mormente nas políticas científicas e tecnológicas das nações, captando as semelhanças e especificidades nos enredos políticos e sociais da promoção, organização, administração e contestação da C&T.

Apresentadores:

– IRLAN VON LINSINGEN (UFSC)

– RENATO DAGNINO (UNICAMP)

– RICARDO T. NEDER (UNB) – Debatedor

Resumo:

O Grupo Temático aqui proposto estará aberto para receber trabalhos de professores, pesquisadores e estudantes, gestores interessados em discutir temas relacionados à problemática apresentada, na formação em engenharia e cursos tecnológicos a partir dos referenciais dos Estudos Sociais da Ciência e da tecnologia (Estudos CTS) e, em particular, dos Estudos CTS Latino-americanos.

  • Questões curriculares da área tecnológica sob enfoque CTS;
  • Formação de Engenheiros e Tecnólogos orientada a Tecnologias para
    Inclusão Social em contextos locais e regionais;
  • Problemas sociotécnicos e formação de agentes da área tecnológica;
  • Políticas públicas para a área tecnológica;
  • Relação problema/não problema e solução na formação de engenheiros e tecnólogos;
  • Democracia e cidadania sociotécnica na formação de engenheiros e tecnólogos;
  • Experiências de projeto, produção e implementação de tecnologias para a resolução de problemas sociais e ambientais.

# A aprovação definitiva do grupo temático fica condicionada às/aos proponentes estarem em dia com a anuidade da associação (2016 paga) e o GT receber e aprovar, no mínimo, nove trabalhos. Para pagar sua anuidade clique aqui.